Por que escrevo?


Muito cedo tive contato com a poesia e a literatura.  Aos cinco anos declamei em público pela primeira vez, graças ao empenho de meu pai em ensinar-me verso por verso até serem decorados, visto eu ainda não ser alfabetizada. Jeca Tatu de Monteiro Lobato encantou-me sobremaneira, os bichinhos todos de botinas... que lindo!  E, quando fiz sete anos, professora Elzira, minha primeira professora, me deu de presente o livro Pernalonga; lembro-me tão bem, ela o trouxe envolvido em um pacote de papel de seda vermelho.
Penso que trouxe o dom da poesia, pois aos doze anos estando então na 6ª série atendendo ao pedido da Profª Eva Silva, ao invés de copiar um poema de um autor de renome para a apresentação  às mães, fiz eu mesma a minha poesia e lembro que emocionei a professora quando apresentei meu feito a ela. A partir de então não parei mais de escrever e, em cada hora cívica da escola lá estava eu com um poema referente à data que era declamado, por mim, aos colegas.
Depois, foram nascendo outros poemas além dos ocasionais e aos vinte anos com um calhamaço deles na mão achei que tinha material para publicar um livro. Juntei minhas parcas economias e numa edição independente publiquei Perfis, que foi o marco inicial da minha carreira, que não se limitou somente à poesia, pois paralelo a ela fui enveredando pelos caminhos da pesquisa histórica e oral e genealógica, que vem fundamentando meu trabalho.

Em 2017, decidi escrever para as crianças e então lancei, com o selo da Editora Alcance, meu primeiro livro de literatura infantil UM DENTE MUITO ESPECIAL:













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